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Resenha de Cinema por Miriam Rezende Gonçalves

Para relembrar meus velhos tempos – de pós na Faap – em que adorava escrever resenhas de cinema.  #jokermovie –

Devido a uma atuação fascinante, o ator Joaquin Phoenix fez de Coringa um filme que causa impacto. Ele está entregue, onipresente no papel do anti-herói da DC Comics. Direciona com maestria o fio condutor da narrativa; marcada até certo ponto pela  necessidade que o comediante tem de se adequar para ser aceito, e posteriormente por uma vingança sanguinária contra o sistema que o rejeita. Ao pegar o espectador pela mão na primeira cena, e soltar na última, o ator nos estimula a sentir empatia pelo palhaço, o que torna sua interpretação brilhante.

O núcleo dramático da história, gira em torno de um doente mental, que se esforça para conviver em sociedade, e é rejeitado por todos por causa da doença. Sofreu abuso físico, negligência e subnutrição na infância. Em seguida, insiste em trabalhar e levar uma vida digna, e é injustiçado, sempre motivo de chacota, duas vezes espancado por playboys e, ainda demitido pelo chefe. O roteiro apresenta uma sequência de cenas onde Arthur Flick é vítima de atitudes covardes, e como se já não bastasse, o governo ainda corta as verbas destinadas ao setor social e ele fica sem seu tratamento.

Diante disso, ele reage com agressividade a sociedade que o marginalizou. E então o filme assume um tom violento, onde um psicopata impiedoso ganha apoio popular e inicia um movimento contra a elite de Gotham City, representado pelo personagem Thomas Wayne.

Em alguns momentos, o supervilão nos causa desconforto, sensação amenizada pelas cenas de respiro inseridas pontualmente pelo roteirista na escaleta da trama, como por exemplo, o anão tentando alcançar a maçaneta da porta, após um violento assassinato.

Acredito que as polêmicas, já demonstram que o filme veio para causar uma ousada experiência de imersão reflexiva. Com fotografia atemporal de Lawrence Sher, direção e produção de Todd Phillips, o longa-metragem conquistou o prêmio máximo concedido pelo Festival de Veneza, o “Leão de Ouro”, e segundo os culturets espertos, é o mais cotado para o Oscar de melhor ator. Eu amei! 💘

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