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Escritora Miriam Gonçalves, realiza pré-lançamento de seu livro “Alcântara”

Epílogo histórico

“Alcântara; palavra árabe que significa: a ponte. Essa península, situada no interior do Maranhão, já foi muito cobiçada e é considerada o melhor espaço-porto do planeta. Devido à sua localização geográfica ser próxima a linha do Equador (2graus), pode alcançar até 30% de economia de combustível, além dos foguetes ganharem uma velocidade extra de escape ao decolarem de suas bases e não oferecerem risco à população.

Estudiosos de óvnis garantem que o local é um porto de embarque e desembarque para contatos de terceiro e quarto grau. Líderes quilombolas afirmam que trata-se de um santuário e altar sagrado de seus ancestrais.

Como a base espacial tem uma localização privilegiada e esse acordo pode trazer muito progresso para toda cidade e região como: infraestrutura,  aumento de  turistas, ampliação da rede hoteleira, melhoria das estradas e, principalmente, para a área cientifica do país, entre outros benefícios. Caso o diálogo com os quilombolas seja positivo, a ideia dos militares é ampliar o Centro de Lançamento em mais cinco bases para alugar a outros países.

O impacto nesse acordo é muito positivo porque hoje o Centro Espacial de Alcântara está praticamente parado, funciona apenas para treinamento e com esse contrato teremos a possibilidade de gerar renda, por meio do aluguel, para reinvestir no Programa Espacial Brasileiro e colocar o Brasil em um mercado bilionário de produção de foguetes e lançamentos de satélites de monitoramento de dados.

No último mês, a mídia do Brasil e  do mundo noticiou um polêmico acordo que foi assinado entre o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, chamado de AST – Acordo de Salva- Guardas Tecnológico. O qual ainda terá que ser aprovado no Congresso Nacional, mas trata-se de um termo de praxe, usado no meio aeroespacial para proteger patentes tecnológicas. Em meados dos anos 2000, Brasil e Estados Unidos tentaram assinar esse acordo, mas o termo foi reprovado no Congresso Nacional por atentado à soberania, já o termo atual é muito mais maleável.

Os Estados Unidos detêm quase 80% da tecnologia aeroespacial existente hoje no mundo e ,obviamente, querem protegê-la. Por outro lado, dessa vez, os militares brasileiros terão acesso a todos os locais e equipamentos de outro país que entrar na base.

A vida imita a arte ou a arte imita a vida?

Há um ano, comecei uma saga de converter essa pesquisa em um romance, atualmente em fase final de editoração, após leitura e sugestões da própria Força Aérea Brasileira. Concomitantemente à finalização desta saga, recebi autorização oficial do Comando da Aeronáutica para conhecer a base espacial e é com o coração apertado que olho para trás e revejo o caminho que percorri até chegar aqui.

A autora escreveu um thriller de suspense, chamado Alcântara, para aproveitar o seu vasto material de pesquisa, guardado desde a terceira e última tentativa frustrada de lançamento de um satélite brasileiro, no ano de 2003, quando 21 técnicos que estavam na plataforma morreram. Entre idas e vindas, viagens para a base espacial, pesquisa, leituras, denúncias, tudo foi acolhido por ela, que se viu diversas vezes obrigada a desistir. Mudou de cidade, de estado e até uma síndrome do pânico desenvolveu no decorrer desta pesquisa, mas obstinada, conseguiu concluir com êxito.

Recentemente, recebeu o prêmio “seeds for pears” pelo trabalho realizado junto a base espacial brasileira e agora em junho de 2019, será realizado o lançamento de Alcântara, primeira publicação referente ao tema publicada no Brasil.

Para Miriam, a tragédia foi amplamente relembrada pela mídia nacional e internacional, a marcou profundamente e precisava de uma catarse. Ela perdeu um primo no acidente.

E como não podia deixar de ser, tamanho o envolvimento da autora, Alcântara, é orgânico. Tem um tom de mistério, com pitadas de suspense, ação, romance e aventura.

“Há quase duas décadas, eu pesquisa tudo que envolve o Programa Espacial Brasileiro, o Centro de Lançamento de Alcântara, a história da cidade, seus símbolos e significados me enreda e dignifica meu caminho. Nessa trajetória, acompanhei todas as dificuldades que os militares enfrentam para colocar o Brasil na corrida espacial. E, hoje, finalmente celebro a Base de Alcântara (CLA) e o aval que as Forças Armadas deram para a assinatura do Acordo de Salva Guardas Tecnológica (AST), entre o Presidente @jairmessiasbolsonaro e os Estados Unidos de @realdonaldtrump. É o Brasil no espaço! Ao infinito e além! “ – descreveu Miriam

Sobre a autora

Editora-chefe e idealizadora do Expresso do Cerrado, Miriam Rezende Gonçalves é nascida em Monte Carmelo, no Cerrado Mineiro e, aos 18 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde, sempre engajada, ministrava aulas de teatro no Projeto Jovem Total, na comunidade Babilônia/Chápeu Mangueira.

É graduada em Comunicação Social, participou do grupo de teatro ‘‘Não se fala com os muros’’, do diretor Abujamra após ter se formado na Cal (Casa de Artes Laranjeiras). Desde 2003 trabalhando na televisão, atuou na criação e produção de programas como telenovelas, reality shows e variedades. Entre seus trabalhos destacam-se as novelas ‘‘Da cor do pecado’’, Começar de novo’’ e ‘‘Malhação’’; as minisséries ‘‘JK’’ e ‘‘Queridos Amigos’’; as séries ‘‘Casos e Acasos’’, ‘‘A Grande Família’’ e ‘‘Lolo e Tavinho’’; e programas como ‘‘Fantástico’’, ‘‘Criança Esperança’’, ‘‘Show da Virada’’, ‘‘Menina Fantástica’’, ‘‘Festival de Verão de Salvador’’, ‘‘Clipes de Carnaval (SP e RJ)’’, ‘‘Carnaval Globeleza’’, dentre outros. Foi diretora de criação do projeto literário ‘‘Contos Inversos’’, com grande sucesso de público e de crítica no eixo Rio/São Paulo, e do quadro televisivo ‘‘Se meu carro falasse’ para o programa Auto Esporte, também da Rede Globo.

É pós-graduada pela FAAP (Fundação Armando Alvarez Penteado) em Argumento e Roteiro Dramatúrgico para Cinema e Televisão. Passou pela EICTV (Escuela Internacinal de Cine y Televisión) em Cuba, onde fez especialização em dramaturgia com Elíseo Altunaga. É técnica em Mass Media pelo IET/RJ (Instituto de Estudos de Televisão) e cursou workshops ministrados pelo coaching hollywoodiano Robert Mackee e pelo diretor de Teatro de Arte de Moscow, Valentim Tepliakov.

Sobre o livro

Apresentação

“Alcântara” surgiu inicialmente como um argumento dramatúrgico – trata-se de um thriller de suspense e que foi selecionado para o Laboratório de Roteiro de Longa-Metragem, do dramaturgo Eliseo Altunaga e aprovado para o seminário Histórias de Roteiristas 2012, do Núcleo de Audiovisual da Universidade Mackenzie. Este projeto quer revelar ao público brasileiro que o país tem um adiantado e sério Programa Espacial, que envolve centenas de pessoas, especialistas, técnicos e intelectuais dedicados a desenvolver uma tecnologia própria. Nunca antes tratada pela literatura ou pela cinematografia nacional, considerando o ineditismo do tema, a trama quer desvelar esse universo dos avanços, no Brasil, da ciência e da tecnologia aeroespacial.

Dedicatória

Há quinze anos, eu e minha família fomos surpreendidos pela notícia da explosão da Torre de Lançamento de Alcântara, em 2003. Nessa explosão, meu primo, Carlos Alberto Pedrini, engenheiro mecânico que trabalhava no projeto Veículo Lançador de Satélites da Aeronáutica, morreu misteriosamente. Carlos foi condecorado herói e obteve as mais altas comendas que um civil pode receber no País. Carlos era um idealista que perdeu a vida precocemente, acreditando que o Brasil poderia conquistar o espaço. A ele e sua mãe, minha tia Luiza Gonçalves Pedrini, eu dedico este trabalho.

Sinopse

Natália, 35 anos, astrofísica brasileira, pós graduada em engenharia aeroespacial e residente em Berlim, na Alemanha volta à terra natal disposta a descobrir a verdade sobre o trágico destino de seu pai, João Marcos de Almeida, engenheiro mecânico, morto na explosão da base de lançamento de foguetes de Alcântara, em 2003. Ela se recusa a aceitar o resultado final da investigação militar, que fez com que o caso fosse arquivado por segurança nacional, alegando-se suspeitas de falha humana. Natália também tenta fazer justiça e provar que sabotagem e negligência podem ter sido as verdadeiras causas do acidente. Após ser selecionada para coordenar um programa de intercâmbio da Universidade Internacional do Espaço, uma parceria entre Brasil e Alemanha, ela embarca de volta ao Brasil levando consigo dois desejos: um, evidente, de tornar-se uma especialista em projetos aeroespaciais; outro, inconfesso, de descobrir a verdade sobre a morte misteriosa de seu pai. Em uma arriscada jornada, recheada de romance, aventura e suspense, Natália tenta montar as peças desse perigoso e letal quebra-cabeça.

 

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