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Prefeito esclarece dúvidas de estudantes da UFU sobre trecho de acesso ao Campus

Na última terça-feira, 24, um grupo de estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) procurou o prefeito Fausto Nogueira para cobrar o asfaltamento e a iluminação do trecho de acesso ao câmpus da rodovia LMG 746 e pedir mais ônibus ou mais linhas do transporte coletivo gratuito da Prefeitura para atender os universitários.

O prefeito esclareceu uma série de mal entendidos sobre o asfaltamento e a iluminação do acesso. Primeiro, explicou que o câmpus foi construído na zona rural e o recurso de R$ 750 mil da emenda parlamentar do deputado federal Wellington Prado prevê pavimentação asfáltica apenas em vias urbanas. Só é considerada urbana a via onde existam moradias, o que não é o caso da área ao redor da UFU.

“O câmpus foi construído em uma área entre três propriedades rurais. Já conseguimos inserir no perímetro urbano todo o seu espaço interno, mas o entorno ainda é rural. Para transformar aquela região em área urbana é necessário que os três proprietários dos terrenos vizinhos façam uma alteração no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) descaracterizando-a como rural, tornando-a urbana. Depois disso, precisam lotear os terrenos”, disse o prefeito. “Além disso, antes da entrada do câmpus há um trecho da rodovia LMG 746 que é estadual e só o DER/MG (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais) pode fazer essa pavimentação e a reforma do trevo da MG 190, que também é necessária no conjunto das obras”, explicou.

“Quanto aos R$750 mil, o recurso vem do Ministério das Cidades e não está na conta da Prefeitura. Existe muita especulação política sobre esse dinheiro, mas o Ministério das Cidades ainda está analisando a sua liberação, não foi feita nenhuma licitação de obra e quando o recurso for liberado nós só poderemos utilizá-lo em ruas na área urbana, dentro da cidade. Por isso o empregaremos para asfaltar um bairro, para não perdê-lo”, afirmou o prefeito.

Sobre o transporte de estudantes, já prevendo um aumento da demanda, os alunos apresentaram alternativas para melhorar o serviço, entre elas a liberação de mais um veículo ou a criação de linhas exclusivas para os horários de pico, na entrada e saída de turnos, ou ainda a terceirização do serviço e a cobrança de passagem.
“A Prefeitura não tem como arcar com o aumento da frota, pois os municípios com menos de 50 mil habitantes perderam muito em repasses”, disse o prefeito. “Já criamos uma linha exclusiva para a UFU e sabemos que não é suficiente, mas já estamos elaborando nosso Plano de Mobilidade Urbana que irá organizar o crescimento da cidade, nos ajudará a planejar novas ações e até melhorar o transporte coletivo atendendo assim mais pessoas. A cobrança de passag
em iria penalizar a população e não queremos isso. Estamos estudando uma solução a curto prazo e vamos melhorar o serviço”, afirmou.

Nogueira reagiu ao comentário de uma aluna sobre a Prefeitura não apoiar a UFU. “Talvez vocês não saibam, mas remanejamos secretarias, escolas e departamentos para ceder espaços para uso da UFU como os do ginásio Raul Belém, do Sesi, de onde funcionava a Superintendência Regional de Ensino e de onde funciona a horta do curso de agronomia; passamos o Projeto de Lei, aprovado pela Câmara, possibilitando à UFU a compra do prédio do Sesi; também criamos a linha de ônibus exclusiva para atender os estudantes; fazemos a drenagem semanal do esgoto do novo câmpus e custeamos funcionários, telefone, energia e água para algumas unidades escolares.”
Os estudantes pediram uma nova reunião com a participação de representantes da universidade, dos alunos de cada curso, da Caixa Econômica Federal, do DER/MG, do prefeito e dos proprietários de terrenos no entorno do câmpus. A data ainda não foi definida.

Fonte: PMMC

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