Entretenimento

O amanhecer, a chuva e você

12039627_1502310050088270_8621047612238833152_nPor Luciano Limirio de Carvalho

Acordo! Pelos vidros embaçados da janela Eu vejo os pingos da chuva Que batem e correm preguiçosamente. É como se fosse uma corrida Dos pingos em fileira cantando Somente para tí, querida. A chuva pára! Abro a janela. Lá fora as rosas sorriem, Cantam, dançam e brilham. De suas folhas os pingos d’água caem E, como tua beleza, cintilam. Saio para a rua Carinhosamente te desejando. As poças d’água refletem como espelhos As nuvens negras que se espalham agora. E tu, certamente dorme, e nem sabe Que te amando, há alguém lá fora. A rua é deserta. O silêncio predomina. Em meio ao vento gelado Há somente eu, solitário a caminhar Vou seguindo, sem rumo, ansioso, Levando amor, querendo te amar. Volto para casa. Estou resignado. Fecho os olhos à realidade, E em pensamento vou te buscar. Espero agora que nasça o sol Para as minhas lágrimas enxugar.

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