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Plantio mecanizado associado a mudas em tubetes, marcam inovação na cafeicultura

Visando inovação tecnológica tanto no processo de produção de mudas, sendo estas em tubetes, como trazer novas cultivares de café com maior resistências a doenças e nematoides, tudo isso aliado a um potencial de alta produtividade e qualidade, a Agrocafé investiu em um novo segmento empresarial,  um viveiro de mudas de café com plantio mecanizado.

Segundo o técnico agrícola, Francisco Spanhol, sempre foi um desafio buscar um melhor stand  de plantas e isso os levaram a buscar no mercado máquinas e formas para viabilizar a mecanização do plantio. Aperfeiçoada por Spanhol, que fez alguns ajustes em uma máquina de plantio de mudas de eucalipto e tornou viável a tecnologia de plantio de mudas de café otimizando a mão de obra .

O plantio mecanizado leva em média oito horas de trabalho, já a máquina planta cerca  de 16 a 17 mil mudas em oito horas trabalhadas, ocupando de seis a sete pessoas, enquanto um plantio normal ocupa 21 diárias de 8 horas trabalhadas. Isso significa uma economia de R$ 980,00 para executar o mesmo serviço, sem contar a qualidade do plantio mecanizado que mantem o stand perfeito, bem como menor índice de replantas, pensando em hectares de terra, a economia é bastante significativa.

A inovação no processo de produção de mudas e a substituição das mudas em saquinhos que usa o solo e o substrato com uma tecnologia já definida e tradicionalmente executada pelos cafeicultores,  porque eles buscam  variedades melhoradas geneticamente e adaptadas ao Cerrado Mineiro, uma região que possue um terroir adequado para o cultivo de café. Porém existe o risco sanitário em espalhar pragas de solo como os nematóides, praga que disseminou parte da cafeicultura do noroeste do Paraná e noroeste de São Paulo. Já as mudas em Tubetes, uma tecnologia em crescimento em nossa região, porém, já definida no estado do Paraná e São Paulo com ganho operacional no plantio, bem como do ponto de vista sanitário. Até mesmo porque utiliza-se substratos esterelizados minimizando o risco de disseminação de nematóides, diminuindo a mão de obra e o custo de transporte e operacional, associado ao plantio mecanizado.

Na produção de sementes, uma vez validado esses materiais genéticos e atestado o resultado, as sementes serão distribuídas pelo estado. “Nós não vendemos mudas, e sim, tecnologia” finaliza Spanhol, que veio da cidade de Altônia para Monte Carmelo.

 

Texto e fotos Miriam Gonçalves

 

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