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Entrevista exclusiva com Thiago Jarjour, o responsável pela Campus Party Brasília

Confira abaixo uma entrevista realizada com Thiago Jarjour, um jovem empreendedor e engajado em construir um futuro melhor para seu país e sua cidade, esse é o perfil de Thiago Jarjour. Seu início na política se deu em 2015, quando assumiu a Secretaria Adjunta do Trabalho do Distrito Federal.

Desde então, é um destaque na cidade pelo incentivo à tecnologia e inovação e pelas entregas inovadoras à frente da secretaria. Mas foi em 2017 que de fato as coisas mudaram, Thiago foi o responsável por levar o maior evento de inovação e tecnologia do mundo, a Campus Party, para a capital federal, que já em sua primeira edição se tornou uma das maiores do país, reunindo 70 mil pessoas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Recém-empossado como secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (SECTI), Thiago garante que continuará antenado às demandas tecnológicas, além de ser novamente responsável pela próxima edição da CPBSB 2018, que acontecerá no Estádio Mané Garrincha.

EC: Por que trazer a Campus Party para Brasília?

Thiago: Brasília tem um potencial tecnológico e empreendedor muito forte e acho que o evento traz essa atmosfera. Temos tido muitas respostas positivas para o evento, tanto que teremos gente do mundo inteiro, isso mostra que a cidade está antenada em tecnologia e inovação e o público comprou a ideia e a importância do evento, que é o maior festival de tecnologia e inovação do mundo.

EC: Quais investimentos foram feitos para que o evento acontecesse na Capital?

Thiago: O dinheiro investido na Campus veio todo de emenda parlamentar, dos cofres do GDF não saiu nenhuma verba.

EC: Para você, a CPBSB é importante para o empreendedorismo local? Por que?

Thiago: Com certeza. Um evento desse porte traz novas perspectivas para quem quer empreender, ainda mais, porque aqui em Brasília teremos uma programação exclusiva para tratar de empreendedorismo. No evento, participam pessoas que são referência no mercado e isso traz exemplos reais para quem quer abrir o próprio negócio, não só em questão de conteúdo, mas também de networking.


EC: Em relação ao público alvo do evento e com a revolução industrial 4.0, o jovem tende a seguir uma carreira voltada para o empreendedorismo?

Thiago: Sim. Essa nova geração respira tecnologia, mas não saem das universidades preparadas para as profissões do futuro, acho que festivais como a Campus Party impulsiona o espírito empreendedor desses jovens. Brasília tem tudo para se tornar um polo tecnológico, até pela estrutura da cidade, que não cabem parques industriais, fora que aqui os jovens têm mais acesso a informação.

EC: Qual foi a aposta da Secretaria do Trabalho voltada para incentivo ao jovem empreendedor?

Thiago: Uma das apostas de ações do GDF é justamente fomentar essa cultura empreendedora nos jovens, tanto que trabalhamos para aprovar a  lei de subvenção a startups, justamente para facilitar os incentivos financeiros do governo para quem quer investir nesses novos modelos de negócios.

EC: Como o senhor avalia o atual mercado de trabalho?

Thiago: O Mercado de trabalho não só no DF, mas no Brasil e no mundo está cada vez mais competitivo. O advento da tecnologia já concorre há algum tempo com a mão de obra humana, e isso tende a aumentar. Temos que olhar para as profissões do futuro e educar as novas gerações para elas. No campo profissional as pessoas precisam constantemente de qualificação e reciclagem. Uma das grandes dificuldades do setor que emprega no DF é existirem vagas em aberto, mas não se l encontra mão de obra qualificada, por isso a nossa secretaria vem dando prioridade na qualificação profissional. Para se ter uma ideia, só  no ano de 2016 qualificamos 11.605 pessoas de forma totalmente gratuita em cursos de extrema qualidade no programa Qualifica Mais Brasília. Esse ano investimos em parcerias com startups como a Lavô, que tem a expectativa de gerar até 4.000 vagas até o fim do ano para geração de renda, fora isso, programas como o Prospera, incentiva pequenos empreendedores a expandirem seus negócios. Emprestamos o dinheiro a juros baixíssimos para que os microempreendedores possam movimentar seus negócios.

EC: Hoje, à frente da secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (SECTI), quais são suas expectativas e quais projetos futuros?

Thiago: Continuarei o apoiando as startups. E neste ano, conseguimos a aprovação da Lei de Subvenção Econômica, de forma muito ágil, o que possibilitou o andamento de editais de aporte. Também, foram destinados R$ 13 milhões para empresa de base tecnológica e de inovação. Já em relação aos projetos, estão programados: a instalação do parque tecnológico (BIOTIC) que abrigará 1,2 mil empresas, pretendemos colocar em funcionamento o wi-fi gratuito para a população, além de supervisionamos o maior evento tecnológico de Brasília, que acontecerá do dia 30 de maio ao dia 2 de junho.

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