Cidade & Região

Professores confrontam vereadores de Monte Carmelo

-Por Vitória Camargo

No dia 28 de março de 2017, na Câmara dos Vereadores de Monte Carmelo, aconteceu uma reunião ordinária para a discussão de projetos colocados em pauta. A reunião teve início às 18:36 e término às 19:02 e contou com a presença de todos os nove vereadores da cidade. Além dos vereadores, estavam presentes professores da rede pública e cidadãos carmelitanos, que traziam cartazes e expunham a sua indignação diante de acontecimentos recentes.

Os professores foram até a Câmara para pedir o esclarecimento do vereador Amir Batata sobre uma fala recentemente proferida por ele. A frase dita pelo político, deixou a entender que pessoas de bem não comparecem a assembleias de manhã, uma vez que deveriam estar trabalhando no horário em questão. Professores que estavam em paralisação foram até tal reunião exercer seu direito de cidadãos, ou seja, estes não eram pessoas de bem aos olhos de Amir Batata. Além disso, o vereador disse ainda que professores não são representantes da classe trabalhadora.

Cartazes com frases como “sou professor e sou pessoa de bem” protagonizaram a sessão e tiraram a concentração dos vereadores, que a todo momento pediam questão de ordem. A palavra em momento algum foi passada para os professores. O presidente da Câmara, Carlos Enfermeiro, disse que apenas os vereadores poderiam falar. Disse ainda que se os manifestos continuassem os presentes seriam retirados da casa do povo.

O vereador Damiron Souza (Sargento Souza) declarou a sessão encerrada e causou revolta nos presentes, uma vez que os três projetos votados foram aprovados com unanimidade e a reunião não durou nem cinquenta minutos. A indignação e os protestos deram lugar a brados que pediam a diminuição do salário dos vereadores.

Ao sair do local de reuniões, os professores foram recebidos pela polícia, que havia sido chamada para retirá-los da sessão caso necessário. Três viaturas cheias de policiais aguardavam os manifestantes do lado de fora. Apenas dois vereadores saíram do recinto enquanto os professores ficaram esperando. As portas foram fechadas e os policiais só deixaram o local quando os manifestantes começaram a ir embora.

Foto Pirim Santos

1 Comentário

  • Infelizmente essa falta de respeito começou em 2016 quando houve a eleição, pois, os eleitores foram desrespeitados quando disseram que iriam acabar com o coronelismo e que a voz do povo seria ouvida.
    Porém o que se vê é p inverso……Deus, sara essa nação.

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