Agronegócio

Leandro Freitas, engenheiro agrônomo da Campo Verde Agronegócios é destaque no Café Point.

Leandro Freitas, engenheiro agrônomo da Campo Verde Agronegócios é destaque no Café Point. Segue abaixo a matéria ublicada por eles.

Por José Braz Matiello – engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, Lazaro S. Pereira – engenheiro agrônomo da Agropecuária Campo Verde Leandro R. Freitas – engenheiro agrônomo da Campo Verde Agronegócios

Ultimamente, tem havido muitas reclamações, chegadas dos técnicos de campo, sobre falhas ou ineficiência de controle após aplicações de inseticidas, usados contra as principais pragas do cafeeiro, especialmente em relação contra o bicho mineiro.

Temos constatado pessoalmente esse problema de falta de eficiência em certos casos, em visitas em algumas fazendas, nas quais foram empregadas as recomendações conhecidas e atualizadas, em termos de produtos, doses e modos de aplicação de inseticidas, mas sem o resultado desejado. As maiores falhas de controle do bicho mineiro têm sido verificadas na cafeicultura dos cerrados, do Triângulo Mineiro, no Norte/Noroeste de MG e no Oeste da Bahia, regiões de clima um pouco mais quente e seco.

Nessas áreas têm sido utilizados diferentes produtos, via solo ou via foliar, com neonicotinóides, antranilamidas, spinosina, piretróides, tiocarbamatos e fisiológicos, que são, hoje, os principais grupos inseticidas registrados para o controle do BMC.

Discutindo com os técnicos de campo e observando as condições nas lavouras, temos verificado que o forte ataque do BM, em desequilíbrio, e a falta de controle podem estar relacionados a:

– Ocorrência de temperaturas altas e menos chuva nas áreas, influindo sobre a melhor condição para o ataque e, por outro lado, reduzindo a absorção/translocação dos produtos nas plantas.
– Uso, em doses elevadas de inseticidas vários, pra o controle da broca dos frutos, especialmente os a base de Clorpirifós. Doses maiores usadas foram devidas à menor eficiência dos produtos em relação ao tradicional, retirado de mercado.
– Desconfiança, sem comprovação, de aumento na resistência da praga aos inseticidas, provavelmente de forma quantitativa, exigindo aplicação de doses mais elevadas. Ressalta-se que os fatores normais de desequilíbrio de pragas são conhecidos, como sendo a ação de defensivos sobre inimigos naturais, a ação climática e a susceptibilidade da planta e dos insetos, por efeito do manejo e da seleção natural.

Com as aplicações indiscriminadas e de forma quase desesperadora de inseticidas, buscando contornar os problemas, houve desequilíbrio para outras pragas, secundárias. Assim, verificam-se ataques anormais de ácaros, de cochonilhas e de lagartas.

Agora, para que se possa ter mais segurança no controle, deve-se voltar à normalidade, assim:
– Cuidar para não exagerar no uso de produtos inseticidas;
– Fazer aplicações sequenciais, visando reduzir a população da praga, com combinação ou alternância de ativos;
– Sempre aplicar doses adequadas, agora devendo ser mais altas (não sub-doses) e com menor frequência, buscando quebrar o ciclo da praga. Buscar combinação de ativos que atuem, também, contra adultos;
– Ativar a liberação/registro de ativos novos;
– Ativar estudos para verificação de eventuais populações resistentes a inseticidas;
– Estudar as condições de absorção/translocação de alguns ativos, quanto a pH da água, condição de plantas estressadas, efeito de temperatura etc;
– Acelerar a introdução de variedades resistentes ao BM.

Fonte e fotos Café Point

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