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Mineradora de Paracatu

A Kinross iniciou suas atividades de mineração de ouro em Paracatu no noroeste de Minas no ano de 1987. Hoje em dia a mineradora é considerada o mais importante empreendimento industrial da região. Moradores estão preocupados com uma possível contaminação em razão da exploração de ouro na cidade. Segundo eles, muita gente tem adoecido por causa do arsênio, um metal pesado liberado no processo de mineração.

As consequências da substância para o organismo geraram debate entre cientistas Brasileiros e do Mundo Inteiro. Para alguns cientistas, os efeitos liberados pelo metal na mineradora são responsáveis pelos casos de câncer na cidade. Mas outros afirmam que a concentração do produto não causa nenhum tipo de danos a saúde. Com muitas possibilidades de expansão, a mineradora criou mais um espaço para a exploração de ouro. O problema centra-se na localização, que anteriormente ficava a quilômetros de distância, porém praticamente chegou aos quitais das casas de um bairro periférico da cidade. Todos os dias, de acordo com os moradores, por volta das 15h ocorre a denotação de minério e, além do barulho incômodo, o vento leva poeiras e algumas casas não estariam resistindo a trepidação do solo. Um aposentado contou que em sua residência há rachaduras nas paredes da sala, cozinha e quarto. De acordo com eles, o imóvel está a 130 metros de distância da exploração.

Quilombolas, da comunidade Machadinho exigem indenizacão pelo uso da terra. A empresa canadense Kinsross Gold Corporation, de propriedade da rainha da Inglaterra especializada em extrair ouro. Por ano, são retiradas e processadas cerca de 60 milhões de toneladas da mineradora. O Geólogo Márcio José dos Santos, que mora em Paracatu cerca de 26 anos, falou que o problema está no arsênio. Entramos em contato com a mineradora que até a publicação desta matéria não nos deu retorno.

 

Por Samuel Duarte

Revisão Jéssyca Carvalho

Foto créditos

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