Agronegócio

A baixa umidade do solo e as altas temperaturas estão provocando atraso no plantio da soja na safra de 2015/2016

O recente levantamento da  consultoria AgRural estima que nesta semana o plantio atingiu 20% da área estimada. A defasagem é de 10 pontos percentuais em relação à média de 30% dos últimos cinco anos. O sócio-diretor da AgRural, Fernando Muraro, lembra que na mesma época em 2014 quando a falta de chuva também dificultava os trabalhos, o índice de plantio no país estava em 16%.

Segundo Murado, até agora 20% da área foi semeada em Mato Grosso, “bem atrás dos 52% da média de cinco anos”. Os produtores continuam na expectativa do retorno das chuvas. “Pancadas esparsas foram registradas em pontos do norte e do oeste, mas não foram suficientes para normalizar a situação”, diz ele.

Este levantamento da AgRural constatou que em Lucas do Rio Verde, no médio-norte, as máquinas permaneceram paradas. Em Campos de Júlio, na região oeste de Mato Grosso, há talhões com quase 20 dias sem chuva, e alguns estimam que 8% da área semeada até agora deve precisar de replantio. Em Campo Verde, no sudeste, alguns produtores arriscaram “semear no pó” com a expectativa de chuva. No leste, bons volumes foram registrados em Canarana.

Em Minas Gerais o plantio atingiu apenas 1%, bem abaixo dos 11% da média de cinco anos. “Após um longo período de seca, pancadas voltaram a ser registradas no Triângulo Mineiro nos últimos dias e alguns produtores começaram a semear”. Em São Paulo o índice atingiu 22% e ficou acima da média de 15%. Na Bahia os talhões irrigados começaram a receber semente e somam 3% da área e o plantio em sequeiro deve começar no início de novembro, se houver umidade.

Conforme a AgRural, em Goiás 6% da área está plantada, ante 38% da média de cinco anos. Após uma semana seca e de muito calor, as chuvas voltaram a cair na quinta-feira (22/10) em pontos do sudoeste goiano. Na região de Rio Verde os volumes variaram de 15 mm a 20 mm, animando alguns produtores a voltar ao campo.

Em Mato Grosso do Sul, a situação é menos complicada, pois o plantio atingiu 40% da área, ainda abaixo da média de 53% de cinco anos. “Após permanecer alguns dias sem chuva, pancadas voltaram a ser registradas no sul. No norte, os trabalhos seguem lentos. Em São Gabriel do Oeste, áreas sem umidade que receberam semente na semana passada estão com germinação irregular”, diz Muraro.

Na região Sul, o Paraná com 57% de sua área semeada segue isolado na liderança do plantio. No oeste paranaense, onde a semeadura está praticamente concluída, a semana foi de sol e, agora, a previsão de chuva no fim de semana anima os produtores. No sul e sudoeste, as pancadas foram esparsas e quem recebeu umidade aproveitou para plantar. No norte, os trabalhos seguem acelerados, diz Murado.

Segundo a AgRural, no Rio Grande do Sul os produtores aproveitaram a trégua das chuvas iniciar o plantio, mas 2% semeados estão atrás dos 8% da média de cinco anos e dos 5% de um ano atrás. Em Ijuí, o plantio ainda é lento devido ao excesso de umidade no solo. Em Erechim, os trabalhos devem se intensificar na próxima semana

Fonte:http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Soja/noticia/2015/10/plantio-da-soja-atrasa-e-fica-abaixo-da-media-de-cinco-anos.html

Por Débora G. Chagas

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